quinta-feira, 11 de maio de 2017

Peregrinação a Fátima #1

Na semana passada realizou-se a peregrinação anual dos colégios Maristas a Fátima. Todos os anos, na quinta-feira da semana anterior à comemoração da aparição de Nossa Senhora na capelinha das aparições em Fátima, os colégios Maristas iniciam a sua caminhada até este local sagrado. E este ano não foi excepção.

No caso do meu colégio, os alunos do ensino secundário, fazem uma caminhada de cerca de 30 km. Eu não sei bem onde é que o autocarro nos deixa e o único ponto de referência que eu tenho é Porto de Mós que é onde passamos a primeira noite. 30 km pode parecer muito e talvez seja mas no que toca a dores e cansaço não se nota muito, pelo menos não no meu caso. Apenas ficamos com os pés um pouco doridos mas nada que umas horinhas de sono não resolvam.

A nossa primeira noite é sempre passada num pavilhão de uma escola. Fazemos sempre um jantar partilhado, ou seja, cada um de nós leva comida que possa partilhar com os outros e aproveitamos para conviver e formar laços entre as pessoas da nossa turma que se calhar não o faríamos se não nos fosse dada essa oportunidade de conviver. Depois do jantar temos sempre um momento de reflexão em que lemos um texto motivador ou inspirado que leva à discussão de várias temáticas e por vezes a analogias com aquilo que passamos durante o primeiro dia de caminhada. 

Após todos estes momentos regressamos ao pavilhão para mais um momento de convívio, desta vez entre turmas. E a hora de recolher está estabelecida para as 24 horas mas verdade seja dita ainda se houve barulho depois das aulas já estarem apagadas.




O segundo dia começa muito cedo. Este ano acordaram-nos às seis da manhã mas só começamos a caminhar às nove. Nunca ninguém percebe o porquê de esperarmos tanto tempo mas há quem diga que é para chegarmos perto da hora de entrada no pavilhão onde dormiremos na segunda noite.

Este ano o nosso segundo dia de caminhada foi marcado pela chuva e pela lama. Assim que começamos a caminhar começou a chover torrencialmente e até chegamos a ouvir trovões. Durante a chuva estávamos a andar na berma da estrada por isso não apanhamos logo lama nos pés. Isto só aconteceu quando começamos a subir a serra que ainda estava molhada. Acho que nenhum de nós tinha ficado tão feliz por ver sol como ficámos naquela altura. Nós praticamente fizemos uma festa assim que o céu começou a abrir e os primeiros raios de sol se começaram a fazer sentir.

Após termos chegado ao santuário, fomos direccionados para os nossos quartos e todos ficamos felizes por finalmente podermos tomar um banho em condições e podermos descansar um pouco antes do jantar. Esta chegada ao santuário é sempre acompanhada de um grande sentimento de orgulho e de felicidade pois sentimos que os nossos objetivos foram cumpridos e por termos ultrapassado todas as dificuldades que foram surgindo.

Depois de estarmos todos bem alimentos e fresquinhos chegou a altura de irmos ver a reza do terço internacional e a procissão das velas. Este momento é sempre bastante emotivo, principalmente, porque começamos a pensar sobre a nossa vida e tudo o que vivemos até aquele momento.

No último dia é a apresentação dos vários centros Maristas. Há um espectáculo onde todas as escolas apresentam uma narrativa com vários momentos de dança, canto, vídeos entre outras coisas.

É uma experiência realmente incrível e enriquecedora e sem dúvida alguma que vai perdurar na minha memória.

Cata